Conversar é preciso

Eu adoro me reunir com amigos e conversar. Mas há um problema: não sei se a culpa é minha por estar ficando intolerante, ou se é dos outros, que não sabem conversar. Numa conversação, é de suma importância saber ouvir. Só que saber ouvir é uma raridade entre as pessoas, interessadas que estão em falar, falar, falar.
Há os que “sabem tudo sobre tudo” e os que externam suas férreas convicções menosprezando de antemão quaisquer opiniões ou argumentos contrários. Confesso que não consigo nem me interessa conversar com esses indivíduos.
Há os que só tem um interesse: política. Fujo deles. E há os que adoram polemizar, uns chatos. E também os que se consideram o centro do Universo: só falam neles mesmos, de seus problemas, de suas famílias etc
Há os que falam muito alto e os que falam baixo demais; os que adoram contar “causos” geralmente desinteressantes e longos.
Enfim, talvez eu esteja mesmo ficando intolerante com as pessoas, mas está se tornando cada vez mais difícil acontecer um bate-papo que valha a pena.

Roberto Pellegrino

6 ideias sobre “Conversar é preciso

  1. Não deixa de ter razão, Pellegrino. Mas com certo jogo de cintura dá pra levar. Ouvidos de mercador, saída à francesa…Tem hora que o parlando, parlando não vai lontano não, é vero.

  2. Pelleberto do céu, eu me proponho a ser sua interlocutora, topas????? Não cometo nenhuma infração das q/ vc contou!!!!! Minha cultura geral, enciclopédica e pai d’égua é um espanto, sem modéstia!!!!! Vc escolhe o assunto. 🙂

    Bjkts da Fefê

  3. Por Deus! Tenho pensado nisso, sistematicamente. Tento não dar força a esse tipo de bizarrice, mas confesso que está recorrente. E repito para mim mesma: “querida, o problema é vc, não os outros!. Tolerância zero não é legal.” Até porquê, quem é o dono da verdade?

  4. Oi!
    E quando vc fala uma coisa e a pessoa responde outra? Não estava prestando atenção em você ou acha que o assunto é outro… É de lascar. O brasileiro era um artista na arte de bater papo; será que estamos perdendo o jeito?
    Abç,
    Adh

  5. – Não, meu caro cronista, não acho que se trate de intolerância o seu desagrado diante de interlocutores como os listados no post. Na verdade, é duro mesmo ter que aguentar, em certas circunstâncias até por delicadeza, as platitudes de pessoas que não estão interessadas em trocar ideias – mesmo porque não as têm –, mas somente monologar sobre temas tão profundos como um prato raso. Isso, quando não se colocam na pele do próprio Forrest Gump, protagonizando episódios, verdadeiros ou falsos, invariavelmente desinteressantes e banais. Ou, também, como contador de anedotas sem a menor graça, obrigando a plateia de gente educada, a sorrir ainda mais sem graça. Agora, se tudo isso vier acompanhado de cutucadas e puxões na manga…

  6. Assino em baixo. vivemos um momento de “chatos de plantão” e é nas conversar que os descobrimos. Como tem chato dando sopa por ai…um vc não citou…os televisivos, endógenos e exógenos. Uns que estão na telinha e outros sentados em frente a telinha. Não aguento mais ouvir a as palavras Império, BBB, luciano, faustão, galvão e os que os citam , os chatos exógenos…tem ainda o chatos que escrevem…meu Deus vai sobrar para “eu”…

Deixe um comentário