Se a palavra é de prata, o silêncio é de ouro

Argumentar com quem não quer argumentar é uma experiência desgastante e infrutífera. A única estratégia eficaz em um caso desses é calar a boca e deixar o outro pensar que estamos lhe dando razão. Que mais pode-se fazer quando nosso interlocutor deixa evidente que o negócio dele é negar o inegável e fazer afirmações estapafúrdias com raciocínios dignos de um muar? Ao silenciarmos, resolvemos o problema sem abalarmos nosso sistema nervoso, e o outro que vá caçar batráquios em um brejo de sua preferência.

Roberto Pellegrino

4 ideias sobre “Se a palavra é de prata, o silêncio é de ouro

  1. Isso. Perfeito. Vou levar na carteira comigo igual santinho. Quando começar a me exaltar com um muar, saco o lembrete. Adorei!!

  2. Calo-me peremptoriamente.
    E só me convençam de algo quando eu solicitar.
    Muito bom, Roberto.

  3. verdade Pellegrino..calar é tudo..um momento ..nem sempre…beleza Pellegrino

  4. – Difícil imaginar uma receita genérica para situações conflituosas diversas. Isso porque iria depender, entre muitos outros fatores, do grau de gravidade do que originou o desentendimento; do nível de civilidade em que a discussão se punha; do grau de educação das pessoas envolvidas e da dimensão do equilíbrio emocional delas. Em alguns casos, talvez o recurso de permanecer surdo e mudo funcionasse, desde que o vivente tivesse nervos suficientes para suportar, com suficiente estoicismo, eventuais acusações injustas e as ofensas imagináveis em circunstâncias dessa ordem. Enfim, o melhor mesmo é tirar o time aos primeiros sinais da formação da borrasca e ir a padaria da esquina tomar um chope…

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